Sou a alegria que encanta
O desencanto do querer
Um paradoxo da vida
O reverso da existência desmedida.
Confusões eternas me abatem o espírito
Mudanças, mudanças, muitas mudanças...
E poucas certezas!
Na crise da existência tento encontrar uma definição para o EU
EU responsável
EU comprometido
EU envolvido
Um EU que ainda nem sei...
Tudo é tão contrário!
Quero! Não quero!
Faço! Não faço!
Fico! Não fico!
A complexidade da vida me permite
Crescer, aprender, ser...
Quem?
Um alguém que ainda não sei!
Não me defini.
Posso ser: emo, punk, gótico, nerd, hippie... Vai se saber!
Mas, uma certeza tenho
Quero viver e ser feliz!
DANIELA SÁ
domingo, 16 de outubro de 2011
“CONFISSÕES DE UMA ADOLESCENTE”
“Sei que sou
Bonita e gostosa
E sei que você
Me olha e me quer
Eu sou uma Fera
De pele macia
Cuidado garoto!
Eu sou perigosa...” (PERIGOSA, As Frenéticas)
Há! Quem dera fosse freneticamente decidida, altiva e dona de mim!
Minhas vontades são muitas... Sou como aquele castelo feito na areia, sempre pronto para ser desfeito e reconstruído... Minhas bases são incertas: insegura, tímida... decidia, despojada... doce, amarga... bonita, feia... Gorda, magra... Tudo depende de como o outro me ver e de que material foi feito o espelho que me vejo...
Posso dizer: “Sei que sou bonita e gostosa”... Mas não me escapa: Sei que sou sem graça e horrorosa... Vivo em uma inexatidão de ser que em complexidades de mazelas infundadas corrompem minha própria existência...
Às vezes sinto-me feita de pedra e às vezes de brisa. Ora sendo a mão estendida, ora o tapa no rosto... Às vezes procuro abrigo, às vezes prefiro gozar a chuva... Às vezes ando com os pés no chão, outras vezes falto cair das nuvens... Às vezes sonho acordada e às vezes durmo vazio, sem sonhos. Muitas e muitas vezes sou multidão e algumas vezes, deserto...
Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risada do ridículo e choro porque tenho vontade, mas nem sempre tenho motivo. Tenho um sorriso confiante que às vezes não demonstra o tanto de insegurança por trás dele. Sou inconstante e talvez imprevisível... Nesta luta me perco, tentando me encontrar!
Meus pensamentos estão em constante embate... E percebo que talvez eu nem saiba discernir a mim mesma... Quem sabe seja por isso que assim eu me encontro, sem nexo no paralelo da existência... Essa inconstância me abate a alma... Sei que são as incertezas que movem o mundo, mas a arbitrariedade subumana ainda me assusta...
Minha fala, minhas roupas, minhas atitudes são protesto porque ainda não encontrei meu lugar ao sol... Essa sou EU uma adolescente em formação.
DANIELA SÁ
Bonita e gostosa
E sei que você
Me olha e me quer
Eu sou uma Fera
De pele macia
Cuidado garoto!
Eu sou perigosa...” (PERIGOSA, As Frenéticas)
Há! Quem dera fosse freneticamente decidida, altiva e dona de mim!
Minhas vontades são muitas... Sou como aquele castelo feito na areia, sempre pronto para ser desfeito e reconstruído... Minhas bases são incertas: insegura, tímida... decidia, despojada... doce, amarga... bonita, feia... Gorda, magra... Tudo depende de como o outro me ver e de que material foi feito o espelho que me vejo...
Posso dizer: “Sei que sou bonita e gostosa”... Mas não me escapa: Sei que sou sem graça e horrorosa... Vivo em uma inexatidão de ser que em complexidades de mazelas infundadas corrompem minha própria existência...
Às vezes sinto-me feita de pedra e às vezes de brisa. Ora sendo a mão estendida, ora o tapa no rosto... Às vezes procuro abrigo, às vezes prefiro gozar a chuva... Às vezes ando com os pés no chão, outras vezes falto cair das nuvens... Às vezes sonho acordada e às vezes durmo vazio, sem sonhos. Muitas e muitas vezes sou multidão e algumas vezes, deserto...
Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risada do ridículo e choro porque tenho vontade, mas nem sempre tenho motivo. Tenho um sorriso confiante que às vezes não demonstra o tanto de insegurança por trás dele. Sou inconstante e talvez imprevisível... Nesta luta me perco, tentando me encontrar!
Meus pensamentos estão em constante embate... E percebo que talvez eu nem saiba discernir a mim mesma... Quem sabe seja por isso que assim eu me encontro, sem nexo no paralelo da existência... Essa inconstância me abate a alma... Sei que são as incertezas que movem o mundo, mas a arbitrariedade subumana ainda me assusta...
Minha fala, minhas roupas, minhas atitudes são protesto porque ainda não encontrei meu lugar ao sol... Essa sou EU uma adolescente em formação.
DANIELA SÁ
A inocência da Rosa
Pobre Rosa!
Tão bela e formosa
Com todo perfume do desabrochar
Em cada pétala seu encanto
E a fragrância da inocência pelo ar.
Ingênua Rosa!
A inspiração do poeta
Que seus versos deseja recitar,
És fascinada por quem a rega
Não imaginando que a maldade do coração anseia matar.
Chora Rosa!
Tuas lágrimas é que irão te regar.
Os espinhos que nascem são para te isolar
De quem te persegue
E teus sonhos pretende acabar.
Por causa da tua beleza
E da fragrância, que ainda está pelo ar
Te tornaste intocável!
Pobre Rosa!
Tão bela e formosa!
DANIELA SÁ
Tão bela e formosa
Com todo perfume do desabrochar
Em cada pétala seu encanto
E a fragrância da inocência pelo ar.
Ingênua Rosa!
A inspiração do poeta
Que seus versos deseja recitar,
És fascinada por quem a rega
Não imaginando que a maldade do coração anseia matar.
Chora Rosa!
Tuas lágrimas é que irão te regar.
Os espinhos que nascem são para te isolar
De quem te persegue
E teus sonhos pretende acabar.
Por causa da tua beleza
E da fragrância, que ainda está pelo ar
Te tornaste intocável!
Pobre Rosa!
Tão bela e formosa!
DANIELA SÁ
Pétalas ao chão
Na ladeira brincava Maria
Alegre e sorridente se via
Uma pequenina no seu despontar
Em meio a tanto entusiasmo...
Todos choram?
Onde está Maria?
Não floresceu!
Na ladeira da vida
Seu sonho se foi
Na via não se via Maria!
Somente seu corpo
Inerte ao chão
E seu nome esquecido
Em mais uma página de jornal!
DANIELA SÁ
Alegre e sorridente se via
Uma pequenina no seu despontar
Em meio a tanto entusiasmo...
Todos choram?
Onde está Maria?
Não floresceu!
Na ladeira da vida
Seu sonho se foi
Na via não se via Maria!
Somente seu corpo
Inerte ao chão
E seu nome esquecido
Em mais uma página de jornal!
DANIELA SÁ
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Diagnóstico
A Terra está doente
Os germes [que aqui vivem]
Devoram-na de repente.
O caos da mente
Corrompe os padrões
Ainda desincertos do homem.
A crise paira entre o
"Ser ou não ser".
Neste embate percebo que não
Somos nem de Vênus, nem de Marte;
Apenas da Terra
Infectada pela
Podridão humana!
sábado, 9 de abril de 2011
Um dia
Quem sabe um dia...
Nossos olhares se deparem
Nossos corações pulsem juntos
Nossos sonhos sejam compartilhados
Quem sabe um dia...
Você me veja como a mulher que sou
Você compreenda o amor que sinto
Você dê uma chance para esse amor
Quem sabe um dia...
A solidão não seja mais a tua companhia
A sua vida seja feita de alegria
E eu possa fazer parte dela
Tudo isso quem sabe um dia?!
Nossos olhares se deparem
Nossos corações pulsem juntos
Nossos sonhos sejam compartilhados
Quem sabe um dia...
Você me veja como a mulher que sou
Você compreenda o amor que sinto
Você dê uma chance para esse amor
Quem sabe um dia...
A solidão não seja mais a tua companhia
A sua vida seja feita de alegria
E eu possa fazer parte dela
Tudo isso quem sabe um dia?!
quarta-feira, 28 de abril de 2010
MULHER
Ser eu
Simplesmente mulher
De fibra, alma, corpo, carne...
Viajante nesse vasto chão
Que sobre a relva verde
Faz seu leito
Quando brota a escuridão.
A peregrina deste país
Sob o raiar da
Luz da esperança
Faz ressurgir suas forças
Lutando cada instante,
Almejando ser feliz!
DANIELA SÁ PEREIRA
21/04/2010 às 22:48 min.
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